Quando operar miomas uterinos? Quando uma mulher recebe o diagnóstico de miomas é normal que fique confusa. Podem-lhe passar muitas dúvidas pela cabeça: é grave, devo fazer algo, que tipo de miomas tenho, devo operar os miomas uterinos, que cuidados devo ter, complica uma futura gravidez, devo operar, como tomar decisão. A informação correta ajuda a tranquilizar e fazer escolhas sábias.

Tipos de miomas- interfere na decisão?
O tipo de miomas uterinos está muito ligado à sua localização. Existem os
Primeiro temos os subserosos que são os mais externos, e têm uma prevalência de cerca de 20%. Eles dificultam a fertilidade se causarem uma espécie de abaulamento na estrutura do útero. Podem ser miomas pedunculados, ou seja, estão anexos por um fio.
Existem também os os miomas intramurais que se localizam dentro do músculo e são os mais comuns. Representam cerca de 75% dos casos e podem afetar a implantação do embrião.
E temos por fim também os submucosos, que são aqueles que se localizam mesmo na parte interna do útero, já no miométrio. São muito mais raros, portanto são cerca de 5% dos casos, no entanto, vão trazer mais inconvenientes. Uma vez que podem desencadear uma hemorragia a cada menstruação. Neste caso, a sua relação com a fertilidade está relacionada com a sua localização específica, e se vai ou não causar o abaulamento do endométrio e nesse caso prejudicar a implantação do embrião.
Percebemos a relação dos tipos de miomas uterinos com alguns dos seus sintomas, mas eles acarretam ainda mais sintomas?
Que outros sintomas estão relacionados com os miomas?
Em cerca de 30 % dos casos as mulheres não têm qualquer sintoma. Nos restantes 70% dos casos, as mulheres podem ter sintomas desde dores pélvicas a hemorragias ou spottings e outras alterações no padrão da menstruação. Estas perdas de sangue podem dar origem anemia.
As dores podem acontecer, principalmente no caso dos miomas subserosos por causa do peso e da pressão que vão exercer. Em alguns casos a própria estrutura dinâmica do corpo da mulher vai estar comprometida e elas podem-se queixar também de dores lombares.
Outros sintomas que a mulher pode ter são cólicas, a dilatação abdominal, obstipação, alterações urinárias, e pode originar problemas como dificuldade em engravidar ou até mesmo de abortos espontâneos recorrentes.
Os sintomas vão pesar na hora de decidir o tratamento. Como?
Que fatores influenciam a escolha do tratamento?
A escolha do tratamento vai ter que ter em conta a idade da mulher, o seu desejo de preservar o útero ou não, o seu desejo de querer ter mais filhos ou não, a gravidade dos sintomas, a coexistência de outros sintomas também, e por último os tratamentos que já fez para os miomas e como é que eles resultaram.
Então quando devo decidir operar os miomas?
Na medicina convencional existem algumas vias de atuação para os miomas:
- a toma de medicação anti-inflamatórios não hormonais e anti-fibriolíticos, que são medicamentos que vão inibir o processo que vai dissolver os coágulos e, portanto, vão reduzir bastante o sangramento;
- a terapia hormonal, como por exemplo as pílulas contínuas que inibem as flutuações e a menstruação ;
- as miomectomias, laparoscopias ou histeroscopias em que apenas os miomas são removidos
- a embolização consiste na injeção subcutânea de um princípio ativo, que é embólico na artéria uterina.
- a histerectomia que retira o útero e é a única operação que resolve os miomas definitivamente uma vez que implica a remoção do útero com a preservação dos ovários,
Para decidir se operar os miomas uterinos convém analisar os prós e os contra das possibilidades de tratamentos oferecidas pela medicina convencional.
Prós e contra dos tratamentos convencionais
Na maior parte dos casos são uma solução temporária. Uma vez que os miomas tendencialmente voltam. Para perceber o porquê veja este vídeo onde explico a formação dos miomas.
A medicação hormonal tem a vantagem de ser um método não cirúrgico, no entanto assim que se para a medicação os miomas podem crescer rapidamente. Além disso pode surgir sintomas semelhantes aos da menopausa.
A miomectomia permite preservar o útero e retirar miomas maiores. No entanto sendo uma cirurgia podem existir complicações, tem tempo de recuperação e a reincidência dos miomas é possível.
A laparoscopia ou histeroscopia permitem a remoção dos miomas mais pequenos com menos incisões ou através do cérvix. São métodos menos invasivos e preservam a fertilidade da paciente. Também implicam tempo de recuperação e também acarretam o risco de reincidência dos miomas.
A embolização em alguns casos pode acelerar a menopausa, pode inviabilizar a funcionalidade do endométrio porque não se consegue controlar com exatidão até onde a injeção se dispersa e por isso comprometer uma futura gravidez.
A histerectomia total onde se remove o útero mas deixa-se os ovários para que a mulher mantenha o funcionamento hormonal por mais algum tempo. No entanto, a mulher deixa de menstruar e pode entrar mais cedo na menopausa. Depois existem alguns riscos associados como a trombose, infecções, oclusão intestinal, incontinência, secura vaginal, falhas na memória a médio prazo, diminuição da libido e prolapso vaginal.
Todas as estratégias que preservam o útero podem ser uma solução útil para os miomas para mulheres que ainda querem engravidar, desde que o tratamento preventivo também seja aplicado.
Existem inúmeras outras abordagens que ajudam a diminuir os miomas e outras que ajudam a prevenir a sua reincidência. A ciência já nos dá informação sobre como fazer esta estratégia de prevenção e a Medicina Chinesa também.
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