
Doenças Autoimunes e Fertilidade: O Que Precisa de Saber
Primeiramente, as doenças autoimunes são condições em que o sistema imunitário ataca tecidos saudáveis do próprio organismo. Quando falamos especificamente de fertilidade e doenças autoimunes: o que precisa de saber, é importante destacar que este desequilíbrio pode afetar diretamente a capacidade de engravidar, manter uma gravidez ou ter um parto tranquilo.
Neste contexto, explico a seguir como doenças autoimunes como lúpus, tirooidite de Hashimoto, artrite reumatoide e outras podem impactar a fertilidade — e, principalmente, o que pode ser feito para aumentar as suas hipóteses de engravidar com segurança.
Como as doenças autoimunes afetam a fertilidade?
Assim, é importante saber que a inflamação crônica e os autoanticorpos podem atrapalhar a fertilidade de várias formas:
- A ovulação e produção hormonal
- A qualidade do endométrio para implantação
- A tolerância imunológica ao embrião
- A manutenção da gravidez nas primeiras semanas
Muitas vezes, o sistema imunológico trata o embrião como um invasor e por isso ataca, dificultando a gravidez.
Principais doenças autoimunes ligadas à dertilidade
(com sintomas e causas)
🦋 Tirooidite de Hashimoto
- Sintomas comuns: fadiga, prisão de ventre, aumento de peso, sensibilidade ao frio, irregularidade menstrual, queda de cabelo, depressão
- Impacto na fertilidade: disfunção da tiroide, ciclos anovulatórios, aumento do risco de aborto
- Causas possíveis: predisposição genética, carência de iodo, stress oxidativo, exposição ambiental a disruptores endócrinos
💊 Lúpus Eritematoso Sistémico (LES)
- Sintomas comuns: dores articulares, lesões na pele (em forma de borboleta), febre baixa, fadiga intensa, fotossensibilidade, alterações renais
- Impacto na fertilidade: risco de complicações gestacionais, maior incidência de pré-eclâmpsia, abortos, parto prematuro
- Causas possíveis: predisposição genética, infeções virais, hormonas, stress emocional
🦴 Artrite Reumatoide
- Sintomas comuns: dores e rigidez matinal nas articulações, inflamação persistente, fadiga, perda de massa muscular
- Impacto na fertilidade: desequilíbrio hormonal, inflamação sistémica, menor reserva ovárica
- Causas possíveis: predisposição genética, desequilíbrios no microbioma, gatilhos infecciosos
💉 Síndrome Antifosfolipídica (SAF)
- Sintomas comuns: tromboses, enxaquecas, perdas gestacionais, hipertensão gestacional, complicações placentárias
- Impacto na fertilidade: falhas de implantação, abortos de repetição, pré-eclâmpsia, morte fetal intrauterina
- Causas possíveis: autoanticorpos antifosfolipídicos, frequentemente associados a LES ou isoladamente
Sintomas que podem levantar suspeita

Além disso, alguns sinais comuns podem indicar uma doença autoimune com impacto na fertilidade:
- Fadiga crónica inexplicada
- Queda de cabelo
- Menstruação irregular ou ausência de ovulação
- Dores articulares persistentes
- Hipersensibilidade ao frio ou alterações na pele
- Abortos espontâneos de repetição
Portanto se apresenta dois ou mais destes sintomas, é importante fazer uma investigação mais profunda com um profissional.
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Análises importantes no diagnóstico
Em contexto de fertilidade, as seguintes análises podem ajudar a identificar ou excluir doenças autoimunes:
- TSH, T3, T4 livre e anti-TPO/anti-TG: função da tiroide e Hashimoto
- ANA (anticorpos antinucleares): pesquisa geral de autoimunidade
- Anti-dsDNA, anti-Ro, anti-La: lúpus e síndromes associadas
- Anticardiolipina, anti-B2-glicoproteína, anticoagulante lúpico: avaliação da SAF
- Por fim, PCR e velocidade de sedimentação: inflamação sistémica
Também pode ser útil avaliar vitamina D, homocisteína, ferritina e estado oxidativo, que influenciam a resposta imune.
Como engravidar com uma doença autoimune?
É possível engravidar com segurança, desde que haja acompanhamento e planeamento adequado. Aqui, a abordagem integrada — que junta ciência e Medicina Tradicional Chinesa (MTC) — pode fazer toda a diferença.
Na MTC, valorizamos não apenas a ausência de sintomas, mas o fortalecimento da energia vital (Qi), o equilíbrio do sangue (Xue), e a harmonização entre Yin e Yang. Estes conceitos, quando integrados à medicina convencional, ajudam a preparar o corpo de forma profunda e sustentável para receber e manter uma nova vida.
Na prática, isso significa:
- 👩⚕️ Acompanhamento conjunto com reumatologia/imunologia, fertilidade e medicina chinesa Acompanhamento conjunto com reumatologia/imunologia e fertilidade
- 🌿 Apoio com acupunctura e fitoterapia personalizada para reduzir inflamação e modular o sistema imunitário
- 🧪 Planeamento na fase de remissão clínica
- 🧘♀️ Técnicas de gestão emocional, respiração e sono reparador para regular o eixo hormonal-imune
- 💊 Revisão de medicação com vista à segurança na gravidez
- 🍎 Optimização do estado nutricional e gestão do stress
Cada caso é único, mas com apoio adequado muitas mulheres com diagnóstico autoimune têm gravidezes de sucesso.
Fertilidade assistida e imunomodulação
Em casos com falhas anteriores ou risco aumentado, pode-se recorrer a Por exemplo,:
- 💉 Terapia com intralipídico, corticoides ou G-CSF para modular a resposta imune
- 🔬 Avaliação de células NK, testes KIR e HLA-C
- 🧬 PGT-A para selecção de embriões viáveis em casos de idade materna avançada ou perdas repetidas
No entanto, estas estratégias devem ser consideradas com base na história clínica e exames imunológicos.
Em resumo, doenças autoimunes não são uma sentença de infertilidade. Contudo, exigem vigilância, acompanhamento especializado e uma abordagem personalizada.
Portanto, com um plano integrado — que inclui nutrição anti-inflamatória, gestão emocional, suplementos adequados e apoio médico — é perfeitamente possível engravidar e viver uma gravidez segura.
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Paula Castro – Fertilidade Integrada com o Método POSITIVO
