O que é a Criopreservação de óvulos?

A criopreservação de óvulos, também conhecida como vitrificação de óvulos, é um processo pelo qual os óvulos são congelados a uma temperatura muito baixa para serem armazenados por um longo período de tempo. Esse método de congelamento rápido evita a formação de cristais de gelo que poderiam danificar as células.

O processo de criopreservação de óvulos geralmente envolve as seguintes etapas:

      • Estimulação ovárica: A mulher é submetida a um processo de estimulação hormonal para produzir múltiplos óvulos maduros num único ciclo menstrual. Isto é feito através da administração de medicamentos hormonais, geralmente por injeção, para estimular os ovários;

      • Punção dos óvulos: Após o período de estimulação, os óvulos são recuperados através de um procedimento chamado aspiração folicular. Este procedimento é geralmente realizado sob sedação leve e é guiado por ecografia. Um médico utiliza uma agulha fina para aspirar os folículos, onde os óvulos estão contidos;

      • Preparação para criopreservação: Os óvulos colhidos são, então, preparados para o processo de criopreservação. Eles são lavados e colocados num meio de congelamento especial para proteger as células durante o processo de congelamento;

      • Vitrificação: A vitrificação é o método de congelamento rápido usado para os óvulos. Os óvulos são mergulhados numa solução crioprotetora e, em seguida, imersos em nitrogénio líquido a uma temperatura extremamente baixa (-196°C). Isso faz com que os óvulos atinjam um estado de vitrificação, em que sua estrutura interna é preservada sem a formação de cristais de gelo;

      • Armazenamento a longo prazo: Após a vitrificação, os óvulos são armazenados em tanques de nitrogénio líquido, onde podem ser mantidos por vários anos sem deterioração significativa;

      • Fertilização in vitro (FIV): Após o descongelamento, os óvulos são fertilizados em laboratório usando a técnica de FIV ou ICSI.

    Garantias

    Devemos ter em conta que a taxa de sobrevivência dos óvulos após o descongelamento varia, sendo que os embriões sobrevivem mais do que óvulos não fecundados. 

    Por isso, muitas mulheres poderam fecundar a fresco os seus óvulos e só depois criopreservá-los. Mas aqui, há que tomar algumas decisões muito importantes:

    Uso com parceiro ou doador: Os óvulos criopreservados podem ser fecundados com esperma de um doador anónimo, sendo a mulher a única responsável legal por eles, ou então pode fecundá-los com os espermatozoides do seu parceiro. Neste último caso, a sua utilização apenas pode ser feita com autorização de ambos os progenitores. No caso de separação futura do casal, aqueles embriões tornam-se “inutilizáveis”.

    E quando não queremos/podemos mais usar os óvulos ou embriões? Cabe aos responsáveis legais (mulher e parceiro, se houver) optar por descartá-los, doá-los para pesquisa ou doá-los para outra pessoa.

    É importante ressaltar que a preservação de óvulos não é uma garantia absoluta de gravidez no futuro, mas aumenta significativamente as hipóteses de uma mulher conceber. 

    O ideal é que a mulher congele ao menos 12 óvulos, mas a idade é ainda o fator mais importante a ser considerado. É melhor ter 6 óvulos congelados aos 32, do que 15 aos 40 anos, por exemplo.

    Quais as razões que devem ser tidas em conta sobre a preservação de óvulos?

    Fertilidade futura

    Uma das razões mais comuns para preservar óvulos é garantir a possibilidade de ter filhos biológicos no futuro. Ao preservar os óvulos num momento em que a mulher é jovem e tem uma reserva ovárica saudável, aumentam-se as hipóteses de ter uma gravidez bem sucedida mais tarde, mesmo que a fertilidade seja afetada devido à idade.

    Adiamento da maternidade

    Algumas mulheres optam por preservar os óvulos para adiar a maternidade por motivos pessoais, profissionais ou de relacionamento. Ao preservar os óvulos, elas têm a opção de conceber mais tarde, quando se sentirem mais preparadas para serem mães, minimizando os riscos associados à gravidez tardia.

    Condições médicas

    Mulheres que enfrentam condições médicas que podem afetar a sua fertilidade, como endometriose, doença genética ou cancro, podem optar por preservar os óvulos antes de iniciar tratamentos que possam comprometer a qualidade ou quantidade dos óvulos.

    Autonomia reprodutiva

    Preservar os óvulos oferece às mulheres a oportunidade de tomar decisões autónomas sobre a sua fertilidade e planeamento familiar. Isso lhes dá mais controle sobre o momento em que desejam ter filhos e evita possíveis arrependimentos futuros.

    Redução de custos a longo prazo: Ao criopreservar óvulos em idade fértil, as mulheres podem evitar custos mais altos de tratamentos de fertilidade no futuro.

    Menos stress emocional: Saber que os óvulos foram criopreservados pode ajudar a reduzir o stress emocional associado à pressão de conceber dentro de um determinado período de tempo.

    Maior liberdade de carreira: A possibilidade de adiar a gravidez por meio da criopreservação de óvulos pode permitir que as mulheres avancem nas suas carreiras antes de se tornarem mães.

    Controle sobre o número de filhos: Ao criopreservar óvulos, as mulheres têm a opção de controlar o número de filhos que desejam ter, utilizando apenas os óvulos necessários.

    Opção para mulheres com histórico familiar de infertilidade: Mulheres com histórico familiar de infertilidade podem optar pela criopreservação de óvulos como uma medida preventiva para preservar as suas chances de ter filhos biológicos

    Empoderamento para mulheres em situações de violência doméstica: A criopreservação de óvulos oferece às mulheres em situações de violência doméstica a oportunidade de preservar a sua fertilidade e ter filhos no futuro, quando estiverem num ambiente seguro e estável.

    Opção para casais LGBTQ+: A criopreservação de óvulos é uma opção viável para casais do mesmo sexo ou casais LGBTQ+ que desejam ter filhos biológicos.

     

    Como funciona o processo

    De forma simplificada, o processo envolve:

    1. Estimulação ovárica controlada, para amadurecer vários folículos;

    2. Punção ovárica, para recolher os óvulos;

    3. Congelamento (vitrificação) em laboratório, onde são armazenados a -196°C.

    A taxa média de sobrevivência após o descongelamento varia.
    Embriões têm maior taxa de sucesso do que óvulos não fecundados, razão pela qual algumas mulheres preferem fertilizar antes de congelar.

     

    Decisões importantes a tomar

    • Com parceiro ou com doador:
      Se os óvulos forem fertilizados com o parceiro, ambos tornam-se responsáveis legais. Em caso de separação, os embriões podem ficar inutilizáveis.
      Já com um doador anónimo, a mulher mantém o controlo total.

    • Destino final dos óvulos/embriões:
      Caso não sejam utilizados, podem ser descartados, doados para investigação ou doados a outro casal.

     

    Criopreservar não é garantia, mas é oportunidade

    O congelamento de óvulos aumenta significativamente as hipóteses de gravidez futura, mas não as assegura.
    O ideal é congelar pelo menos 12 óvulos, embora a idade seja o fator mais determinante:

    É melhor ter 6 óvulos congelados aos 32 anos do que 15 aos 40.


    Motivos mais comuns para preservar óvulos

    • Planeamento reprodutivo consciente

    • Tratamentos médicos (ex: quimioterapia, endometriose, doenças genéticas)

    • Adiamento da maternidade por motivos pessoais ou profissionais

    • Autonomia sobre a própria fertilidade

    • Histórico familiar de infertilidade

     

    O que quase ninguém fala: preparar o corpo antes do congelamento

    A estimulação ovárica é um processo exigente.
    O fígado, os ovários e o eixo hormonal precisam estar a funcionar em plena capacidade para responder bem à medicação e produzir óvulos de boa qualidade.

    Por isso, o ideal é que a mulher adote um estilo de vida pró-fertilidade durante pelo menos 3 meses antes da punção ovárica regulando sono, inflamação, intestino, glicemia e carga tóxica.

    E se quer perceber como a alimentação pode influenciar diretamente a qualidade dos óvulos e a resposta hormonal, leia também o artigo:
    👉 3 erros alimentares que a podem afastar do positivo

    Depois de ajustar a alimentação, o passo seguinte é preparar o corpo de forma completa física, hormonal e metabólica.

    É aqui que entra o Detox Hormonal.

    Porque o Detox Hormonal pode ser o passo anterior ideal à criopreservação

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    Baseia-se no método VITAL, uma abordagem 100% natural que atua sobre as causas raiz dos desequilíbrios hormonais sem fármacos nem suplementos artificiais.

    Em 4 semanas, muitas mulheres relatam:

    • Melhoria na qualidade do sono e do humor

    • Redução do inchaço e da inflamação

    • Ciclos mais regulares

    • Energia e disposição física renovadas

    Essas melhorias criam o terreno ideal para um protocolo de estimulação ovárica bem-sucedido e para a futura implantação embrionária.

    A criopreservação é uma decisão inteligente e preventiva, mas a preparação do corpo é o que transforma tecnologia em resultado. Congelar óvulos sem preparar o sistema hormonal é como guardar sementes num terreno exausto.

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